O número de idosos vem crescendo de forma rápida no Brasil. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o número de idosos no país passou de 10,72 milhões em 1991, para 14,53 milhões em 2000, e que as pessoas com 60 anos ou mais representam hoje 8,6% da população. Até 2025, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de idosos no Brasil será 15 vezes maior que o atual, enquanto a população total terá crescido cinco vezes.
Esse aumento significativo do número de idosos no país, em período relativamente curto, é um dos mais acelerados processos de envelhecimento populacional do mundo. Existe uma tendência mundial de envelhecimento da população, resultante da combinação do aumento da expectativa de vida com a queda da natalidade. No Brasil, atualmente, a população vive em média 68,9 anos – 2,5 anos a mais do que no início da década de 1990. Entretanto, o governo brasileiro ainda não foi capaz de aplicar estratégias efetivas para a prevenção e o tratamento das doenças associadas com a velhice.
As infecções são as principais causas de morbidade em idosos, pois com o envelhecimento ocorrem mudanças funcionais nas células do sistema imune. Células ainda com funções normais, ao serem ativadas por antígenos, liberam grande quantidade de citocinas, moléculas protéicas que ativam outras células, entre elas os linfócitos B. Com isso, estes se diferenciam e produzem grande número de anticorpos (proteínas que neutralizam elementos estranhos ou os ‘marcam’ para que sejam destruídos). Em uma pessoa idosa ocorre geralmente um declínio dessas funções: menos linfócitos T são ativados e é menor o volume liberado de citocinas que ativam menos linfócitos B e levam à produção de poucos anticorpos, favorecendo assim o processo infeccioso.
Freqüentemente, os idosos acometidos por infecção apresentam episódios de delírio, o qual pode ser definido como a alteração do juízo de realidade. O termo "delírio" refere-se a alteração do juízo não decorrente de uma perturbação da inteligência e nem secundário a um estado de consciência momentaneamente alterado, quando existe um distúrbio da consciência produzindo uma alteração de juízo, chamamos, então, de "delirium". Os indivíduos acometidos tanto de delirium como de delírio têm alterações do pensamento no que se refere à compreensão dos fatos. Estas alterações terminam por comprometer a interação com outras pessoas.
Os episódios de delírios podem levar à demência, a qual afetam cerca de 50% das pessoas com 80 anos ou mais e os números brasileiros a ele relacionados são significativos. Considera-se a demência o estado progressivo de perda da capacidade intelectual, crônica e definitiva, que incide sobre o humor, afetividade, atividade psicomotora e comportamento, acompanhado por perturbações somáticas, que assinalam a deterioração orgânica concomitante. Eventualmente, causa perda das habilidades para uma vivência independente e das coisas que envolvem o dia-a-dia. Há um prejuízo progressivo das funções mentais e cognitivas como um todo.
O documento intitulado “Saúde do Idoso” do Ministério da Saúde estima que em números absolutos, há hoje no Brasil cerca de 450 a 600 mil idosos dementes, cerca de 15 a 20 mil mortes como conseqüência da doença de Alzheimer a cada ano e 115 mil hospitalizações registradas num único ano como conseqüência de demência (dados estatísticos do Sistema Nacional de Saúde de 1996).
A doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa, na qual as células áreas específicas do cérebro, como o hipotálamo, começam a morrer formando cicatrizes neuro-fibrilares dentro de neurônios, bem como de placas neuríticas, de proteínas beta-amilóide no espaço extracelular, produzindo as placas senis. Na medida em que as células morrem e são formadas essas placas, o cérebro tem crescente perda funcional.
A ativação das células da microglia ocorre no cérebro dos doentes de Alzheimer depois da célula amilóide se acumular em depósitos em forma de placas. Estas células, chamadas glias tem a função de remover os fragmentos celulares gerados pela morte ou degeneração dos neurônios.
As áreas do cérebro afetadas por estas mudanças degenerativas são aquelas que controlam as funções da memória, concentração e raciocínio. Outras funções cerebrais, como os movimentos, não costumam serem afetadas até que o doente se encontre em um estágio bem avançado da patologia. Ocorre atrofia de todo o cérebro, principalmente, nos lobos frontais e no hipocampo. Em relação a atividade elétrica e transmissão química entre as células cerebrais, ocorre diminuição de neurotransmissores, notadamente a acetilcolina.
Inicialmente a DA caracteriza-se por pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se.
A partir da análise desses fatos, deve ser utilizado o exame do estado mental (MMSE) que é a parte da entrevista psiquiátrica que se dedica a elucidação sistemática de sinais e sintomas patológicos importantes para a formulação diagnóstica. As informações são coletadas a partir da entrevista psiquiátrica, através da observação do médico e pelo relato do paciente, e através do relato de familiares e outros informantes. O exame do estado mental deve fazer parte do exame clínico do paciente, independente da sua morbidade. É essencial não só para o diagnóstico de possíveis transtornos psiquiátricos, como também pode oferecer indícios importantes de transtornos neurológicos, metabólicos, intoxicações, efeitos de drogas sobre o funcionamento mental e o comportamento.
Diante dos mecanismos relacionados ao desencadear da doença existe a tentativa de evitar seu aparecimento, retardá-la ou, pelo menos, minimizar os danos provocados pelo desenvolvimento da demência. Na busca pelo sucesso dessas tentativas, vários grupos de pesquisadores têm demonstrado que algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar, com baixa ingestão calórica, são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão ou quem sabe, de certa forma, até mesmo evitá-la.
Pesquisas recentes, tem elucidado a importância da atividade física regular como agente neuroprotetor contra desordens neurodegenerativas do sistema nervoso central (SNC). O portador da DA apresenta como conseqüência da perda progressiva da memória motora a ineficácia na mobilidade voluntária, o que acarreta em inatividade física, diminuindo assim a síntese dos fatores de crescimento neuronais como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF).
Esse aumento significativo do número de idosos no país, em período relativamente curto, é um dos mais acelerados processos de envelhecimento populacional do mundo. Existe uma tendência mundial de envelhecimento da população, resultante da combinação do aumento da expectativa de vida com a queda da natalidade. No Brasil, atualmente, a população vive em média 68,9 anos – 2,5 anos a mais do que no início da década de 1990. Entretanto, o governo brasileiro ainda não foi capaz de aplicar estratégias efetivas para a prevenção e o tratamento das doenças associadas com a velhice.
As infecções são as principais causas de morbidade em idosos, pois com o envelhecimento ocorrem mudanças funcionais nas células do sistema imune. Células ainda com funções normais, ao serem ativadas por antígenos, liberam grande quantidade de citocinas, moléculas protéicas que ativam outras células, entre elas os linfócitos B. Com isso, estes se diferenciam e produzem grande número de anticorpos (proteínas que neutralizam elementos estranhos ou os ‘marcam’ para que sejam destruídos). Em uma pessoa idosa ocorre geralmente um declínio dessas funções: menos linfócitos T são ativados e é menor o volume liberado de citocinas que ativam menos linfócitos B e levam à produção de poucos anticorpos, favorecendo assim o processo infeccioso.
Freqüentemente, os idosos acometidos por infecção apresentam episódios de delírio, o qual pode ser definido como a alteração do juízo de realidade. O termo "delírio" refere-se a alteração do juízo não decorrente de uma perturbação da inteligência e nem secundário a um estado de consciência momentaneamente alterado, quando existe um distúrbio da consciência produzindo uma alteração de juízo, chamamos, então, de "delirium". Os indivíduos acometidos tanto de delirium como de delírio têm alterações do pensamento no que se refere à compreensão dos fatos. Estas alterações terminam por comprometer a interação com outras pessoas.
Os episódios de delírios podem levar à demência, a qual afetam cerca de 50% das pessoas com 80 anos ou mais e os números brasileiros a ele relacionados são significativos. Considera-se a demência o estado progressivo de perda da capacidade intelectual, crônica e definitiva, que incide sobre o humor, afetividade, atividade psicomotora e comportamento, acompanhado por perturbações somáticas, que assinalam a deterioração orgânica concomitante. Eventualmente, causa perda das habilidades para uma vivência independente e das coisas que envolvem o dia-a-dia. Há um prejuízo progressivo das funções mentais e cognitivas como um todo.
O documento intitulado “Saúde do Idoso” do Ministério da Saúde estima que em números absolutos, há hoje no Brasil cerca de 450 a 600 mil idosos dementes, cerca de 15 a 20 mil mortes como conseqüência da doença de Alzheimer a cada ano e 115 mil hospitalizações registradas num único ano como conseqüência de demência (dados estatísticos do Sistema Nacional de Saúde de 1996).
A doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa, na qual as células áreas específicas do cérebro, como o hipotálamo, começam a morrer formando cicatrizes neuro-fibrilares dentro de neurônios, bem como de placas neuríticas, de proteínas beta-amilóide no espaço extracelular, produzindo as placas senis. Na medida em que as células morrem e são formadas essas placas, o cérebro tem crescente perda funcional.
A ativação das células da microglia ocorre no cérebro dos doentes de Alzheimer depois da célula amilóide se acumular em depósitos em forma de placas. Estas células, chamadas glias tem a função de remover os fragmentos celulares gerados pela morte ou degeneração dos neurônios.
As áreas do cérebro afetadas por estas mudanças degenerativas são aquelas que controlam as funções da memória, concentração e raciocínio. Outras funções cerebrais, como os movimentos, não costumam serem afetadas até que o doente se encontre em um estágio bem avançado da patologia. Ocorre atrofia de todo o cérebro, principalmente, nos lobos frontais e no hipocampo. Em relação a atividade elétrica e transmissão química entre as células cerebrais, ocorre diminuição de neurotransmissores, notadamente a acetilcolina.
Inicialmente a DA caracteriza-se por pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se.
A partir da análise desses fatos, deve ser utilizado o exame do estado mental (MMSE) que é a parte da entrevista psiquiátrica que se dedica a elucidação sistemática de sinais e sintomas patológicos importantes para a formulação diagnóstica. As informações são coletadas a partir da entrevista psiquiátrica, através da observação do médico e pelo relato do paciente, e através do relato de familiares e outros informantes. O exame do estado mental deve fazer parte do exame clínico do paciente, independente da sua morbidade. É essencial não só para o diagnóstico de possíveis transtornos psiquiátricos, como também pode oferecer indícios importantes de transtornos neurológicos, metabólicos, intoxicações, efeitos de drogas sobre o funcionamento mental e o comportamento.
Diante dos mecanismos relacionados ao desencadear da doença existe a tentativa de evitar seu aparecimento, retardá-la ou, pelo menos, minimizar os danos provocados pelo desenvolvimento da demência. Na busca pelo sucesso dessas tentativas, vários grupos de pesquisadores têm demonstrado que algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar, com baixa ingestão calórica, são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão ou quem sabe, de certa forma, até mesmo evitá-la.
Pesquisas recentes, tem elucidado a importância da atividade física regular como agente neuroprotetor contra desordens neurodegenerativas do sistema nervoso central (SNC). O portador da DA apresenta como conseqüência da perda progressiva da memória motora a ineficácia na mobilidade voluntária, o que acarreta em inatividade física, diminuindo assim a síntese dos fatores de crescimento neuronais como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF).



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